A vitória dos medíocres

Não tenhamos medo das palavras. O Brexit foi a decisão política mais estúpida dos últimos anos e abriu processo perverso no qual ninguém de bom senso deposita sentimentos positivos. Trump é um presidente bizarro, que desdenha a verdade factual e assume comportamento que faz corar, em privado, quem o apoia em público por motivos cegamente ideológicos. Bolsonaro só lidera o Brasil porque o eleitorado entrou numa espécie de pânico coletivo em relação à criminalidade e ao sentimento de penalização da “corrupção do PT” (dois fenómenos reais, mas cujos contornos foram extrapolados pelas perceções criadas pelas “fake news”, propaladas no WhatsApp)

As democracias têm fases de avanços e recuos – e ganham em acolher diversidade. Mas se não forem capazes de assegurar o triunfo dos moderados, de modo a travar a ascensão dos extremismos, correm o risco de entrar em autofagia.

Artigo de opinião a ler no JN

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Escolas estão a cortar aulas de História

Segundo o expresso, a maioria dos estabelecimentos do ensino básico e secundário eliminou uma aula por semana para incluir disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento”, agora obrigatória. Acrescenta este jornal que são “muito raras” as escolas que não cortaram no número de horas letivas atribuídas à disciplina de História, tanto no 2º e 3º ciclos do básico, como no 10º ano. O panorama é “desolador”, resume Miguel Monteiro de Barros, presidente da Associação de Professores de História (APH).

No entanto, diga-se, a História não é a única disciplina afetada. Há muitas escolas que também cortam na Filosofia e, de uma maneira geral, nas humanidades. E, das duas uma, ou as competências do novo perfil do aluno são para levar a sério, e então a aposta nas humanidades é um imperativo, porque são as disciplinas por excelência que permitem desenvolver o pensamento crítico, a capacidade argumentativa e a autonomia e o desenvolvimento pessoal. Ou o novo perfil do aluno é apenas uma fabulação política sem qualquer efeito prático nas aprendizagens e no futuro dos nossos alunos, o que pode justificar o desprezo pelas humanidades no currículo. E, de facto, assim for, não deveriam ser só as Associações de História mas também as de Filosofia (que se mantêm incompreensivelmente mudas) e a sociedade civil a denunciar esta situação.

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Fake news discutidas hoje pela primeira vez no Parlamento

É hoje discutida, pela primeira vez, na Assembleia da Republica, a problemática das “Fake News”. A discussão surge na sequência da apresentação de um projeto de resolução do PS. Os socialistas pretendem dar sequência à discussão despoletada pelo Plano de Ação contra a Desinformação aprovado pela Comissão Europeia em dezembro de 2018. No documento apresentado no Parlamento pretende-se:
a) Assegurar a transparência dos algoritmos das plataformas digitais;
b) Incentivar a promoção de conteúdos contra a desinformação de empresas e órgãos de imprensa e serviços de comunicação audiovisual;
c) Intensificar a luta contra as contas falsas criadas em plataformas digitais para difundir maciçamente desinformação;
d) Assegurar a participação dos media portugueses em campanhas nacionais e internacionais de informação sobre as formas que assume a falsificação
noticiosa;
e) Promover a literacia mediática, designadamente nas escolas, bem como a inclusão de módulos sobre desinformação no projeto educa.rtp.pt e, mediante
adesão voluntária, nos diversos espaços de programação dos serviços de comunicação social audiovisual;
f) Assegurar a cibersegurança das estruturas e equipamentos necessários à preparação e realização de atos eleitorais.

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Maioria dos portugueses não sabe identificar Fake News

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Segundo a TSF, só 48% dos portugueses admitiu, num estudo divulgado na segunda-feira pela Comissão Europeia, conseguir identificar notícias falsas, percentagem que Bruxelas classificou como “preocupante” e que está abaixo da média da União Europeia (58%).

Acresce que apenas 55% dos inquiridos portugueses afirmou encontrar frequentemente notícias falsas, também abaixo da média comunitária, que se fixou em 68%. Relativamente aos grupos sociodemográficos menos capazes de encontrar informação falsa, “são os compostos por indivíduos com mais de 55 anos (34%), pelos que deixaram de estudar com 15 ou menos anos (35%), pelos que se definem como pertencendo à classe trabalhadora (35%) e, sobretudo, pelas domésticas (10%)”, precisa Bruxelas no relatório.

No que toca à confiança nos meios de comunicação social, mais de dois terços dos portugueses disse acreditar na informação veiculada pela televisão e pela rádio (68% em cada), seguindo-se a imprensa escrita (61%) e a internet (41%).

Em relação à política, o Eurobarómetro evidencia uma “quebra na confiança nos partidos políticos, no Governo e no parlamento, bem como na satisfação com a democracia, depois de uma tendência de crescimento que parece ter atingido o seu pico na primavera de 2018”.
Assim, no final de 2018, só 43% dos portugueses dizia confiar no Governo, 37% no parlamento e 17% nos partidos políticos.

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Parlamento Europeu: Quem são os deputados portugueses mais produtivos e assíduos?

Na presente legislatura, quem são os eurodeputados portugueses mais produtivos e assíduos? O MEP Ranking, uma plataforma independente de base de dados sobre governança política na União Europeia analisa quatro categorias gerais de atividades (relatórios, declarações, funções e assiduidade) e atribui pontos de acordo com critérios quantitativos e qualitativos. Entre os 21 eurodeputados portugueses sobressaem José Manuel Fernandes (133 pontos-na foto) do PSD, Miguel Viegas (98,7 pontos) da CDU, António Marinho e Pinto (98,5 pontos) do PDR, João Ferreira (95,8 pontos) da CDU, Ricardo Serrão Santos (77,4 pontos) do PS, Paulo Rangel (73,8 pontos) do PSD, Marisa Matias (63,1 pontos) do BE, Maria João Rodrigues (62,3 pontos) do PS, João Pimenta Lopes (53,7 pontos) da CDU e Ana Gomes (47,6 pontos) do PS, com as melhores classificações. Na segunda metade da tabela figuram Carlos Coelho (47 pontos) do PSD, Pedro Silva Pereira (44,7 pontos) do PS, Carlos Zorrinho (42 pontos) do PS), Cláudia Monteiro de Aguiar (37 pontos) do PSD, José Inácio Faria (35,9 pontos) do MPT, Liliana Rodrigues (32 pontos) do PS, Sofia Ribeiro (29 pontos) do PSD, Francisco Assis (28,5 pontos) do PS, Nuno Melo (25,5 pontos) do CDS-PP, Fernando Ruas (25,5 pontos) do PSD e Manuel dos Santos (7,1 pontos) do PS, com as piores classificações no MEP Ranking. Este Ranking tem sido contestado por alguns deputados, nomeadamente por Nuno Melo.

Saliente-se, no entanto, que os melhores deputados portugueses estão bem longe dos melhores de todo o Parlamento Europeu (nos 6 primeiros lugares estão deputados que obtiveram classificações acima dos 200 pontos, sendo que os dois primeiros superaram os 300 pontos).

Ver mais em Jornal Económico

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Inteligência artificial e algoritmos ameaçam a democracia

Para o Conselho da Europa, o uso abusivo de sistemas com algoritmos está a transformar-se num perigo para a democracia. Numa recomendação dirigida aos Estados, lida pela TSF, o Conselho avisa que a inteligência artificial é cada vez mais sofisticada e tem implicações óbvias nas escolhas que fazemos. Um impacto que não se limita a questões comerciais e hábitos de consumo, mas que pode influenciar as opiniões e decisões que tomamos, através de técnicas de direcionamento, o que pode ser usado para manipular comportamentos sociais e políticos.

Nesse sentido, o Conselho quer que os Estados adotem medidas legais para combater esta interferência ilegítima, apostem na literacia digital e ensinem os cidadãos a compreender o alcance destas questões.

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Portugal foi o país da Europa que mais apoiou bancos no pós-crise

De acordo com dados da Comissão Europeia (Eurostat) analisados pelo Diário de Notícias, Portugal é mesmo o Estado da União Europeia com a fatura mais pesada paga com a ajuda a bancos. Pelas contas da Comissão, entre 2014 e 2017, os contribuintes sediados em Portugal foram chamados a pagar mais de 12,8 mil milhões de euros em apoios ao setor financeiro, o que dá uma taxa de esforço equivalente a 6,6% do PIB (valor de 2017).
Este custo, o pior destes quatro anos em análise, ultrapassa largamente o de Itália, uma economia oito vezes maior do que a portuguesa (e a terceira maior da zona euro), que no mesmo período gastou 10,5 mil milhões de euros a apoiar os seus bancos.
Pelas Contas da Comissão, a fatura dos últimos dez anos (2008 a 2017) para os quais há dados oficiais disponíveis ascende já a 17,5 mil milhões de euros. Alguns dados interessantes:


A CGD já custou aos contribuintes (em capitalizações diretas) qualquer coisa como 5,5 mil milhões de euros.

Em apenas 46 operações de financiamento (empréstimos), CGD perdeu definitivamente 1,2 mil milhões de euros

Foram injetados à cabeça 4,9 mil milhões de euros no âmbito da resolução do BES

Mais de 73% da despesa pública dedicada a apoiar ou a salvar bancos acabou por ser realizada já o país tinha saído do programa de ajustamento da troika

Entretanto, ainda não foi encontrado em Portugal nenhum responsável político ou administrativo para este descalabro financeiro.

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